A nova legislação trabalhista e a responsabilidade social das empresas

A reforma trabalhista aprovada em julho de 2017 oferece mais flexibilidade e proteção para os trabalhadores. Um exemplo é a extensão dos benefícios dos funcionários CLT para os terceirizados. Abre novas oportunidades de remuneração para profissionais especializados que podem trabalhar em diferentes empresas e ter seus benefícios sociais assegurados. A nova legislação esta em conformidade com a SA8000, norma internacional que audita as condições de trabalho. Também, esta em conformidade com o oitavo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que promove o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos. Especialmente, o item que aborda a necessidade de políticas orientadas para o desenvolvimento que apoiem as atividades produtivas, geração de emprego decente, empreendedorismo, criatividade e inovação, e incentivar a formalização e o crescimento das micros, pequenas e médias empresas, inclusive por meio do acesso a serviços financeiros. Esta legislação é mais um que moderniza e alinha o país aos novos modelos de negócios e aos acordos internacionais socioambientais que o governo brasileiro é signatário.

Na prática, muitas das resoluções de reforma trabalhista já eram praticadas pelo mercado. Entre profissionais altamente qualificados e produtivos não faz sentido trabalhar em uma única empresa 8 horas por dia. Ele consegue maximizar seu desempenho e remuneração prestando serviços para várias empresas.

Um impacto imediato no mercado será para as empresas que alocam mão de obra para empresas, principalmente, para aquelas que agregavam valor, unicamente, para ser intermediaria entre o cliente final e o empregado.

A flexibilização da contratação da mão de obra é importante para atender aos novos modelos de negócios que adotam automação extrema de seus processos. O aumento da produtividade com o uso de robôs e inteligência artificial pelas empresas reduz a necessidade de os funcionários estarem presentes na empresa 8 horas por dia. Isto permite que os profissionais possam trabalhar em rodizio com várias empresas.

O risco de desemprego devido a desqualificação profissional para atender aos novos requerimentos do mercado acontece, independentemente, da legislação trabalhista. Para os trabalhadores com desemprego funcional, que vivem de “bicos”, a nova legislação garante os benefícios sociais, inserindo estes trabalhadores no mercado formal.

Para as empresas é uma oportunidade para buscar a conformidade na relação com os trabalhadores e praticar a responsabilidade social.

Deixe uma resposta