12 tópicos para avaliar o desempenho das pequenas e médias empresas (PME)

Escritório de uma PME.

Para cada grande empresa existem cinco pequenas e médias (PME), o que torna as PMEs motores do desenvolvimento do país. As PMEs representam cerca de 30% do PIB brasileiro. Muitos fornecedores das PMEs são microempresas, que representam cerca de 90% das empresas nacionais. É fundamental garantir o bom desempenho e crescimento das PMEs com projetos de melhoria contínua e inovação. O uso de indicadores mede e ajuda a corrigir as estratégias de crescimento. As estratégias devem incluir projetos e processos nas áreas econômicas, ambientais e sociais, o chamado Triplo Bottom Line.

As crises econômicas impactam mais fortemente as PMEs e as microempresas. Nestas situações é natural que os empresários trabalhem para sobreviver, cortando custos e reduzindo suas margens de lucro. A concorrência aumenta com a entrada de novas empresas, com estrutura menores e usando novas tecnologias. Novos modelos de negócios e produtos mais baratos acabam conquistando seus clientes, principalmente, aqueles que perderam o poder aquisitivo por conta da crise.

Aqueles empresários que insistirem nos seus modelos de negócios e produtos passam a usar o preço como sua única moeda de troca. Isto drena as reservas financeiras da empresa e a busca de crédito bancário é a saída mais fácil, porém é aquela que acelera o fechamento da empresa e a perda do patrimônio pessoal de muitos empresários.

Para assegurar o crescimento das empresas, mesmo em tempos de crise, o planejamento estratégico deve avaliar a entrada em novos mercados e novos produtos, considerando áreas que a empresa não atua, mas que possui competência e habilidades internas para desenvolver.

O planejamento deve abordar os seguintes tópicos:

  1. Estratégia e sustentabilidade: o empresário deve rever a missão, visão e valores da empresa, adequando-a a nova realidade de negócios, considerar o uso de tecnologias emergentes utilizadas pelos novos concorrentes, os aspectos sociais e ambientais;
  2. Programa de integridade: não se faz mais negócios como antigamente! A ética e ações anticorrupção são garantias para a manutenção da empresa no mercado;
  3. Gestão financeira: as áreas de tributos e jurídicas devem explorar ao máximo os programas de incentivo a inovação, oportunidades de redução de impostos e evitar a todo o custo penalidades por descumprimento da legislação;
  4. Produtividade e inovação: aumentar a produtividade com o uso de ferramentas estatísticas e métodos de melhoria contínua, e a implantação de programas de inovação aberta, abrindo oportunidade para que agentes externos (consultores, professores, pesquisadores, fornecedores e clientes) possam colaborar no desenvolvimento de novos modelos de negócios e produtos, além do emprego de novas tecnologias, incluindo inteligência artificial;
  5. Relacionamento e gestão de fornecedores: abandonar o tradicional conceito de relacionamento entre fornecedores e clientes. Adotar uma abordagem colaborativa com os fornecedores no desenvolvimento de novos produtos e modelos de negócios;
  6. Relacionamento com clientes: os clientes são membros ativos do ecossistema que a empresa participa, seu sucesso é a garantia de crescimento dos negócios. As empresas devem sugerir, continuamente, soluções que aumentem suas receitas de seus clientes, que possam desenvolver novos negócios e que facilitem sua vida;
  7. Leis trabalhistas: a nova legislação trabalhista ampliou a relação entre as empresas e os trabalhadores, permitindo novas estruturas organizacionais mais enxutas e produtivas, sempre com respeito e aumentando as oportunidades de crescimento profissional dos trabalhadores;
  8. Relações com os empregados: a diversidade é um fator importante de crescimento profissional, melhoria de satisfação dos clientes, melhor entendimento das necessidades dos consumidores e ampliação do mercado. Reduzir a desigualdade entre os funcionários aumenta o nível de satisfação interna, contribuindo para melhor o clima organizacional e a produtividade;
  9. Desenvolvimento profissional: o aumento do capital intelectual da empresa é fruto do aumento do conhecimento de seus empregados. Oferecer oportunidade de treinamento e desenvolvimento de projetos de inovação aceleram o crescimento da empresa e seu valor de mercado;
  10. Saúde e segurança dos empregados: além de ser previsto na legislação trabalhista e que se deve cumprir, a saúde e oferecer um ambiente seguro de trabalho para os empregados é uma condição de respeito ao ser humano, obtendo-se como retorno melhor ambiente de trabalho, baixo índice de acidentes no trabalho, baixo absenteísmo e maior engajamento dos empregados;
  11. Relacionamento com a comunidade: promover ações em prol da comunidade local gera vários benefícios, como fidelização de clientes, maior facilidade de contratação de empregados, melhores negociações com fornecedores locais, maior segurança no entorno, empregados orgulhosos e motivados, baixo custo de transporte e deslocamento, entre outras;
  12. Sustentabilidade ambiental: o respeito ao meio ambiente gera reputação empresarial, atende a legislação ambiental e reduz custos. Os consumidores preferem produtos e serviços de empresas comprometidas com a proteção do planeta. As empresas buscam fornecedores alinhados com suas estratégias de sustentabilidade, garantindo uma cadeia de valor sustentável. A legislação cada vez mais aperfeiçoa e pune empresas poluidoras. Vários exemplos de projetos de sustentabilidade demonstram retornos de investimentos (ROI) atraentes, desmistificando a ideia que sustentabilidade é custo.

Para cada um destes tópicos desenvolve-se indicadores para acompanhar o desempenho da empresa, garantindo um crescimento equilibrado e sustentável, respeitando clientes, fornecedores, empregados e o meio ambiente.

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